Skip to contentClarvia
Ask Clarvia
Corredor transfronteiriço: Brasil (BR) ↔ Portugal (PT)14 fontes oficiais verificadas (2026-10-30)Idioma: PortuguêsRead in English →

O que fazer quando ocorre um óbito entre Brasil e Portugal: lista oficial em 5 passos

Precisa de um roteiro passo a passo adaptado ao município ou à situação exata da sua família?

Serviço gratuito sem fins lucrativos da Clarvia ASBL · Respostas por e-mail em mais de 100 idiomas com fontes oficiais.

Lamentamos a perda do seu familiar. Quando uma pessoa com nacionalidade ou vínculos de residência em Portugal falece no Brasil, os procedimentos iniciais de certificação médica, registo civil e controlo sanitário decorrem segundo a legislação brasileira, articulando-se em seguida com os serviços consulares portugueses e as entidades de registo civil, segurança social e administração fiscal em Portugal e no Brasil.

Lista oficial resumida em 5 passos

Roteiro público de referência
  1. 1

    Certificação Médica do Óbito e Liberação Pericial no Brasil

    • Óbito em hospital: Se o falecimento ocorrer num hospital ou unidade de saúde no Brasil, o médico assistente emite gratuitamente a Declaração de Óbito (DO), no formulário oficial padronizado pelo Ministério da Saúde, indispensável para o registo civil e para qualquer procedimento funerário [1].
    • Óbito em residência ou na via pública: Caso o óbito ocorra fora de unidade hospitalar, ligue de imediato para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) através do número 192 ou para a Polícia Militar pelo número 190 [1]. Tratando-se de morte natural sem assistência médica, o corpo é encaminhado para o Serviço de Verificação de Óbito (SVO) do município ou estado (por exemplo, em São Paulo ou no Rio de Janeiro) para emissão da Declaração de Óbito [1]. Se houver suspeita de causa externa, acidente ou morte violenta, a ocorrência é registada na Delegacia de Polícia Civil e o corpo é periciado pelo Instituto Médico Legal (IML), que emite a Declaração de Óbito e o termo de liberação [1].
  2. 2

    Seguro, Coordenação Funerária no Brasil e em Portugal, e Apoio Consular

    • Verificação de seguro de viagem ou assistência: Antes de assumir compromissos financeiros diretos, verifique se a pessoa falecida dispunha de seguro de viagem, seguro de vida ou assistência associada a cartão bancário que cubra o repatriamento, uma vez que a seguradora costuma designar a empresa coordenadora do transporte internacional [3][5].
    • Nomeação de agências funerárias nos dois países: No Brasil, contrate o serviço funerário municipal ou uma empresa funerária habilitada para transporte aéreo internacional (podendo consultar o setor representado pela Associação Brasileira de Empresas e Diretores do Setor Funerário - ABREDIF) para tratar da somatoconservação e do embarque de carga aérea [1][3]. Em Portugal, articule a receção no aeroporto de chegada (como Lisboa, Porto ou Faro) com uma agência funerária legalmente habilitada junto da Direção-Geral das Atividades Económicas (DGAE / gov.pt) e representada por associações do setor como a ANEL ou a AAFC [6][7].
    • Contacto com a rede consular portuguesa: Comunique o falecimento ao posto consular português com jurisdição sobre o local do óbito, como o Consulado-Geral de Portugal em São Paulo, o Consulado-Geral de Portugal no Rio de Janeiro ou a Secção Consular da Embaixada de Portugal em Brasília, que integram a rede do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE / Portal das Comunidades Portuguesas) [4][5].
  3. 3

    Registo Civil do Óbito no Brasil, Apostila da Haia e Transcrição em Portugal

    • Certidão de Óbito no Brasil e Apostila da Haia: Com a Declaração de Óbito médica e os documentos de identificação da pessoa falecida (passaporte, Carteira de Registro Nacional Migratório / RNE ou CPF), o óbito deve ser registado no Cartório de Registro Civil das Pessoas Naturais da circunscrição onde ocorreu o falecimento, no prazo ordinário de 24 horas (ou até 15 dias nos casos previstos na Lei dos Registros Públicos), sendo a primeira via gratuita e as segundas vias acessíveis através do Portal do Registro Civil (ARPEN Brasil) [1]. Para produzir efeitos em Portugal e instruir a trasladação, solicite a Certidão de Óbito em inteiro teor e providencie a respetiva Apostila da Haia num cartório autorizado sob supervisão do Conselho Nacional de Justiça [2][5].
    • Registo obrigatório em Portugal: O óbito de cidadão português ocorrido no estrangeiro é de registo obrigatório na ordem jurídica portuguesa [4][5]. A transcrição gratuita do Assento de Óbito pode ser requerida presencialmente ou por via postal junto do Consulado-Geral de Portugal em São Paulo, do Consulado-Geral de Portugal no Rio de Janeiro ou da Embaixada de Portugal em Brasília, ou diretamente em qualquer Conservatória do Registo Civil do Instituto dos Registos e do Notariado (IRN / Justiça.gov.pt, onde os óbitos ocorridos em território nacional são declarados no prazo de 48 horas e onde também pode ser emitida a certidão plurilingue da Convenção de Viena / CIEC Fórmula C) [4][5][8].
  4. 4

    Trasladação Internacional para Portugal vs. Inumação ou Cremação Local no Brasil

    • Trasladação internacional de corpo para Portugal: O transporte aéreo de cadáver do Brasil para Portugal exige o prévio registo do óbito no consulado português e a emissão gratuita do Alvará de Trasladação consular (em articulação com as regras de livre-trânsito mortuário do Acordo de Estrasburgo e da Convenção de Berlim) [4][5][9]. Para o efeito, a agência funerária brasileira reúne a Certidão de Óbito em inteiro teor apostilada, a ata de embalsamamento ou tanatopraxia, o atestado médico comprovativo da inexistência de doença infetocontagiosa com assinatura reconhecida e Apostila da Haia, o termo de acondicionamento em urna zincada hermeticamente selada, a guia de livre-trânsito mortuário policial/municipal e a autorização sanitária da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA, nos termos da RDC n.º 33/2011 nos postos aeroportuários) [2][3][5].
    • Trasladação de cinzas ou funeral local no Brasil: Caso a família opte pela cremação no Brasil (que exige, em morte natural, Declaração de Óbito assinada por dois médicos ou um médico legista, ou autorização judicial em caso de morte violenta), o transporte da urna de cinzas para Portugal requer igualmente o Alvará de Trasladação consular instruído com a Certidão de Óbito apostilada, o Certificado de Cremação e a cópia do bilhete de passagem aérea [1][5]. Se a família optar pela inumação local num cemitério municipal ou particular no Brasil, o sepultamento realiza-se diretamente com a Certidão de Óbito e a guia de sepultamento emitida pelo Cartório de Registro Civil [1].
  5. 5

    Prestações Sociais, Impostos e Sucessão em Portugal e no Brasil

    • Prestações e sucessão em Portugal: Após o registo do óbito, os familiares elegíveis podem requerer junto da Segurança Social (através da Segurança Social Direta ou atendimento presencial) o Subsídio por Morte (no prazo de 180 dias a contar do falecimento), o Reembolso de Despesas de Funeral (no prazo de 90 dias por quem comprovadamente pagou o funeral) e a Pensão de Sobrevivência [10][11]. Para tratar da habilitação de herdeiros, bloqueio ou movimentação de contas bancárias e partilha de bens em Portugal, a família pode recorrer ao Espaço Óbito e ao Balcão das Heranças do Instituto dos Registos e do Notariado [8][13]. O cabeça-de-casal deve ainda entregar a participação de transmissões gratuitas (Modelo 1 do Imposto do Selo) junto da Autoridade Tributária e Aduaneira (Portal das Finanças) até ao final do terceiro mês seguinte ao do falecimento, mesmo quando os herdeiros legitimários beneficiem de isenção [12].
    • Previdência e inventário no Brasil: Se a pessoa falecida era segurada do regime previdenciário brasileiro, os dependentes podem requerer a Pensão por Morte junto do Instituto Nacional do Seguro Social (através da plataforma Meu INSS ou pelo telefone 135), bem como o levantamento de eventuais saldos de FGTS e PIS/PASEP na Caixa Econômica Federal [1][14]. Existindo bens, imóveis ou contas bancárias no Brasil, os herdeiros devem requerer a abertura de inventário judicial ou, havendo consenso e ausência de testamento ou incapazes, de inventário extrajudicial por escritura pública em Cartório de Notas (Colégio Notarial do Brasil - CNB), observando o prazo legal de 2 meses (60 dias) a contar do óbito para evitar multas estaduais sobre o imposto de transmissão causa mortis (ITCMD) [1].

Tem dúvidas sobre como estes 5 passos se aplicam à sua conservatória, cartório, consulado ou seguro?

Descreva abaixo o que já foi tratado. A Ask Clarvia reúne os próximos passos exatos e os contactos para o seu caso.

Autoridades oficiais e contactos verificados

Órgão supervisor dos cartórios brasileiros de Registo Civil, Tabelionatos de Notas e emissão da Apostila da Haia no Brasil.

Serviço consular português competente no Estado de São Paulo para transcrição de óbito e emissão de Alvará de Trasladação de corpo ou cinzas.

Posto consular português competente no Rio de Janeiro e Espírito Santo para registo de óbito e emissão de Alvará de Trasladação.

PT · professional directory

Entidade pública portuguesa responsável pelo enquadramento e registo das agências funerárias habilitadas a operar em Portugal.

Autoridade nacional do registo civil português responsável pelas Conservatórias do Registo Civil, Espaço Óbito e Balcão das Heranças.

PT · pension or benefits body

Entidade pública portuguesa que atribui o Subsídio por Morte, o Reembolso de Despesas de Funeral e a Pensão de Sobrevivência.

BR · pension or benefits body

Autarquia federal brasileira responsável pela concessão de Pensão por Morte aos dependentes de segurados no Brasil (plataforma Meu INSS).

Telefone: 135

Fontes oficiais verificadas pela Clarvia

  1. [1]
    CNJ Serviço: Quais são os trâmites legais após o falecimento de uma pessoa — Conselho Nacional de Justiça (CNJ)
  2. [2]
    Apostila da Haia - Validação Internacional de Documentos Públicos — Conselho Nacional de Justiça (CNJ)
  3. [3]
    Orientações sobre Traslado Internacional de Corpo e Cinzas — Ministério das Relações Exteriores (gov.br)
  4. [4]
    Alvará de Trasladação e Registo de Óbito — Consulado-Geral de Portugal no Rio de Janeiro (MNE)
  5. [5]
    Traslado de Corpo ou Cinzas de Cidadãos Portugueses — Consulado-Geral de Portugal em São Paulo (MNE)
  6. [6]
    Exploração de Estabelecimento de Agência Funerária — Portal Único de Serviços Digitais (gov.pt)
  7. [7]
    Guia de Comércio e Serviços: Atividade Funerária — Direção-Geral das Atividades Económicas (DGAE)
  8. [8]
    Registo Civil: Óbito e Certidões — Instituto dos Registos e do Notariado (Justiça.gov.pt)
  9. [9]
    Guia sobre Repatriamento e Trasladação Internacional de Restos Mortais — Portal gov.pt
  10. [10]
    Subsídio por Morte e Reembolso de Despesas de Funeral — Segurança Social
  11. [11]
    Requerer a Pensão de Sobrevivência — Portal gov.pt / Segurança Social
  12. [12]
    Obrigações Tributárias sobre Transmissão de Bens por Morte (Imposto do Selo) — Portal gov.pt / Autoridade Tributária e Aduaneira
  13. [13]
    Guia do Espaço Óbito: Primeira Vinda ao Espaço Óbito — Justiça.gov.pt / IRN
  14. [14]
    Pensão por Morte - Direitos e Deveres — Instituto Nacional do Seguro Social (INSS / gov.br)

Orientação personalizada gratuita · Clarvia ASBL

Receba por e-mail os passos seguintes adaptados à sua situação exata

O resumo oficial de 5 passos acima abrange o enquadramento geral. Os passos seguintes dependem dos detalhes do seu caso. Clique num tópico abaixo para pré-preencher a sua questão ou descreva diretamente a sua situação:

O que a Ask Clarvia verifica para o seu caso específico (clique para pré-preencher):

“Para adaptar estas orientações ao seu caso concreto, por favor indique: 1. Em que cidade e estado do Brasil ocorreu o falecimento, e o óbito teve lugar num hospital ou fora dele? 2. Pretendem realizar a trasladação do corpo ou das cinzas para um município específico em Portugal, ou proceder à inumação ou cremação no Brasil?”

Receberá um e-mail de Lex, da Clarvia. Pode responder, reencaminhá-lo ou incluir familiares e profissionais.

Como esta página foi elaborada

Esta página baseia-se em dados revistos pela Clarvia. Última revisão: 2026-10-30. Consulte as fontes oficiais associadas para confirmar a redação mais recente. A Clarvia presta informação prática e encaminhamento institucional, não substituindo aconselhamento jurídico, fiscal, médico ou notarial.

← Voltar a todos os guias publicados